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AERIS MEETING

Encontro de Trabalho, que reuniu grupos de referência do setor aeroespacial português.

Este workshop promovido pela Universidade de Évora e AEDCP no âmbito do projeto AERIS, foi dedicado ao debate da cadeia de fornecimento aeronáutica, e espera contribuir para o networking (B2B) nacional e transfronteiriço ao apresentar casos concretos de boas práticas na indústria aeronáutica da euro-região Alentejo/Andaluzia e estimular a transferência de tecnologia entre os stakeholders do setor.

Este encontro entre empresas e centros de tecnologia, seus serviços e produtos, teve como objetivo, por um lado, o estabelecimento de sinergias entre as duas regiões e, por outro, incentivar a criação de empresas de tecnologia inovadoras e sustentáveis, assim como atrair investimentos que permitam criar um verdadeiro Cluster Aeronáutico, comum.

A Kristaltek – Laser e Mecânica de Precisão, representada por Gonçalo Costa, integrou o painel da Mesa Redonda 1 composta por algumas das empresas mais representativas no sector aeronáutico português:

  • Empresas OEM, Tier 1, Tier 2 portuguesas: Embraer, Lauak, OGMA, Altran, Mecachrome
  • Empresas PME portuguesas: EMMAD, Critical Materials, Optilink,  Kristaltek
  • Empresas espanholas: (OEM, Tier 1, Tier 2)
  • Moderação AEDCP

Nesta sessão moderada pela AEDCP, pretendeu-se debater a cadeia de fornecimento aeronáutica e procurar ações e medidas para melhorar a cadeia de fornecimento do setor. Cada orador fez uma breve apresentação (4-7 minutos) do seu papel na atual supply chain, identificando capacidades e necessidades da empresa. De seguida, iniciou-se o debate aberto ao público presente.

De referir que no projeto europeu INTERREG AERIS de cooperação transfronteiriça com Espanha participam a AEDCP, a Universidade de Évora, o PACT, a ADRAL, o CEIIA, a Camara de comércio de Sevilha, a FADA-CATEC.

 

 

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Exportações para os EUA cresceram 37% em 2017

As exportações metalúrgicas e metalomecânicas portuguesas para os EUA cresceram 37% para 534 milhões de euros em 2017.

De acordo com a Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), o sector metalúrgico e metalomecânico português bateu em 2017 o recorde do melhor ano de sempre de exportações, com 16,5 mil milhões de euros vendidos para todo o mundo, o que representa mais 13% do que em 2016. Actualmente as exportações já absorvem mais de 60% da produção do sector, com a Espanha, Alemanha, França e Reino Unido a destacarem-se como os quatro principais mercados, seguidos dos EUA, que equivale a 3,3% das exportações do sector.

As exportações foram sobretudo máquinas, peças técnicas para vários tipos de indústria e produtos metálicos em geral (como embalagens, cutelaria ou loiça metálica). Os EUA, em termos de exportações, ainda não têm uma dimensão como a Espanha ou a Alemanha, mas são um mercado com um grande potencial para este tipo de empresas e  tem vindo a crescer ao longo dos últimos quatro/cinco anos.

 

Fonte: Jornal Público

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O setor metalúrgico e metalomecânico está a crescer a dois dígitos e a atingir máximos históricos

A secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, antevê que as exportações vão continuar a suportar o crescimento económico do país, na sequência do investimento que tem vindo a ser feito, quer na esfera pública, quer na privada, em qualificação dos recursos humanos, I&D e inovação. O PIB cresceu 3% no segundo trimestre deste ano, registando o maior crescimento homólogo trimestral dos últimos 16 anos, com as exportações industriais a terem um forte contributo para este resultado.

As empresas portuguesas têm sabido adaptar-se à realidade económica dos mercados para onde exportam. Na grave crise económica e financeira iniciada em 2008 houve uma importante retração na procura externa proveniente de países da UE ao que as nossas empresas responderam tentando diversificar as suas exportações para mercados extra europeus. Numa fase mais recente o menor crescimento de alguns países fora da UE, que atravessaram um momento de crise, levou a que as empresas portuguesas reorientassem novamente as suas vendas para os mercados europeus e para outros mercados emergentes com evoluções económicas mais dinâmicas.

As empresas portuguesas também têm tido o mérito de conseguir alicerçar a sua competitividade em bases mais sustentáveis e duradouras. As empresas têm produzido e exportado bens e serviços de maior qualidade e de mais elevado valor acrescentado. Tal deve-se a uma maior qualificação dos nossos recursos humanos, a relevantes investimentos em I&D e inovação e à melhoria do ambiente de negócios e das condições de contexto.

O sucesso passa muito pelos recursos humanos qualificados pelo investimento em inovação nos produtos e processos, no marketing e na inovação organizacional, por um ambiente de negócios doméstico mais ágil e vantajoso para as empresas, proporcionando um maior acesso ao financiamento e a redução dos custos de contexto. Também são relevantes as estratégias de marketing consistentes, o conhecimento dos mercados e da concorrência externa e a pertença a cadeias de valor internacionais. Para tal, é fundamental a promoção de estratégias de eficiência coletiva.

Entre os principais constrangimentos para as exportadoras portuguesas destaca-se, sobretudo a pequena dimensão de algumas das nossas empresas, que dificulta ganhos de escala, e também a formação insuficiente para a internacionalização. Os mercados internacionais são decisivos para que as empresas possam crescer e é fundamental que os gestores e restantes recursos humanos saibam como gerir a mudança em ambientes por um lado mais colaborativos, e por outro, mais competitivos para ultrapassar com sucesso os desafios do crescimento que todas as empresas enfrentam.

As exportações deverão continuar a crescer a bom ritmo em 2018, beneficiando dos investimentos realizados em setores como o automóvel, o aeronáutico, o calçado ou o agroindustrial, entre outros, e da continuação do crescimento no turismo e nas exportações de outros serviços. As exportações continuam a sustentar o nosso crescimento e para que o país continue a crescer temos de reforçar a aposta na inovação, na internacionalização. Os programas lançados pelo Governo, nomeadamente as medidas da Indústria 4.0, o programa Interface e outras políticas, vão ser fulcrais para apoiar este crescimento sustentado da nossa economia.

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Projeto do setor metalúrgico e metalomecânico financiado com 700 mil euros

O projeto “TransTec”, do Centro Tecnológico de Apoio à Indústria da Metalomecânica (CATIM), recebeu um financiamento de 700 mil euros. Este projeto, que visa facilitar a transferência de conhecimentos em tecnologia para empresas do setor no Norte, foi financiado no âmbito do Programa Operacional Regional Norte2020 e tem como principal objetivo explorar estratégias de aglomeração, de proximidade e de escala entre o tecido empresarial do Norte de Portugal, através do desenvolvimento de iniciativas de interação, de difusão e de aposta na inovação dos processos e dos produtos.

Assumindo especial enfoque nas empresas do setor metalúrgico e metalomecânico, o projeto permite transferências de conhecimento e de tecnologia nas áreas da Metrologia (ciências da medições) e de ensaios de materiais, mais concretamente na Metalografia (estudo da morfologia e estrutura dos metais). A transferência de conhecimento nestas áreas proporcionará à indústria o reforço da base de conhecimentos científicos e tecnológicos, fomentado a investigação científica e tecnológica de excelência e o reconhecimento internacional das capacidades nacionais, permitindo assim a introdução de melhorias nos produtos e nos processos.

O CATIM atua no sentido de maximizar sinergias que potenciam a criação de conhecimento, a inovação e a progressão nas diversas cadeias de valor, procurando deste modo responder às necessidades do tecido empresarial e promovendo o desenvolvimento contínuo e o aumento da produtividade e competitividade das empresas que recorrem a este centro tecnológico. A metalúrgica e a metalomecânica fazem parte de um grande setor da economia portuguesa, e foi responsável, em 2016, por mais de 14,6 mil milhões de euros em exportações, com um volume de negócios na ordem dos 28 mil milhões de euros, equivalente a 14% do PIB, representando 31% das exportações da indústria transformadora e empregando 200 mil trabalhadores.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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Portugal com maior subida mensal da UE na produção industrial

Portugal apresentou a maior subida mensal da UE na produção industrial, segundo os registos da Eurostat.

A produção no Setor Industrial, ajustada de dias úteis, aumentou em julho de 2017, face ao mês anterior, 0,1% na Zona Euro e diminuiu 0,3% na União Europeia a 28. Em junho de 2017, a produção industrial tinha registado -0,6% na Zona Euro e também na UE a 28.

Portugal registou um aumento de 1,9% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 0,2% em junho de 2017.

Em termos homólogos, a produção industrial aumentou 3,2% na Zona Euro e 3,1% na UE a 28. E Portugal registou, em termos homólogos  um aumento de 5,2%, após ter registado um aumento anual de 3,9% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para julho de 2017, os maiores aumentos da produção no sector industrial em termos homólogos foram registados na Eslováquia (9,2%), Letónia (8,9%) e Roménia (7,6%). Verificaram-se as maiores quebras na Irlanda (-9,2%), Dinamarca (-3,1%) e Malta (-1,7%).

Fonte: Jornal de Negócios

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Maquinistas da 4.ª Revolução Industrial

Ainda há máquinas que dão trabalho

Os ‘maquinistas’ da quarta revolução industrial querem-se especializados mas também com uma visão multidisciplinar: programadores de fresadoras CNC, técnicos de mecatrónica, soldadores e engenheiros de soldadura, operadores de impressoras 3D, costureiros, especialistas em desenho assistido por computador. A lista de profissões é extensa e cada uma aplica-se, em simultâneo, a alguns dos sectores industriais com o melhor desempenho a nível nacional (como o têxtil, o calçado ou a metalurgia). Todas partilham do mesmo hipocentro: são máquinas que as fazem existir. E isto acontece no mesmo mundo que emite alertas sucessivos da substituição do homem pela máquina — o Fórum Económico Mundial prevê o desaparecimento de cinco milhões de empregos até 2020.

São cada vez mais as vozes que pedem mão de obra especializada e atualizada, pois em todo o sector industrial, as máquinas são criadoras de emprego líquido. Não há um profissional de metalomecânica inscrito num centro de emprego, tanto pelo crescimento do sector, alavancado pelo aumento das exportações, como pela sua modernização. O que acontece é que as novas tecnologias trouxeram um emprego diferente, muito mais qualificado.

Neste adeus aos tempos modernos, monitores, teclados e joysticks substituem a alta velocidade o peso de tambores de aço e de engrenagens rudimentares nas mais diversas indústrias. Mas a imagem generalizada da fábrica continua a emergir a preto e branco — e de forma pouca apelativa — à vista das camadas mais jovens. Se antes operar uma máquina dependia de características como a resistência e a destreza manual e física, agora as máquinas são controladas através de computadores e trabalham sozinhas. Já não são trabalhos fisicamente exaustivos nem sujos e os equipamentos de proteção e condições de trabalho tornaram-se mais sofisticados.  O mercado requer pessoas com altas qualificações, que são bem pagas por isso. E além do emprego garantido, aqui não existem precários, prevendo-se que as diferentes indústrias cresçam em força nos próximos anos.

Se é crescente a necessidade de especialistas hábeis para construir a partir do bruto e a partir do nada, o mercado também exige profissionais que saibam ligar as peças. Na área da soldadura, seja na parte técnica ou de engenharia, a empregabilidade aproxima-se dos 100% e calcula-se uma necessidade de mais de um milhão de soldadores até 2020 na Europa.

Ainda não existe nada (robôs) que substitua esta profissão, sobretudo no caso dos procedimentos a laser (na soldadura por resistência, a automação já dá passos consistentes). Há apenas, neste momento, instrumentos que apoiam e facilitam o trabalho, para que de barras metálicas se façam bicicletas, janelas e aviões, ainda com um pequeno cunho artesanal.

 

Fonte: Expresso

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Há falta de pessoas para acrescentar valor às empresas

A indústria mais exportadora do país, a metalurgia e metalomecânica, com o impressionante número de 14,6 mil milhões de euros em 2016, revela fragilidades sobre o futuro próximo nos domínios da economia e da formação.

Não existem recursos humanos para continuar a crescer ao ritmo que a indústria metalúrgica e metalomecânica tem crescido nos últimos anos. Aliás, não existem recursos humanos para o possível crescimento das atividades de manufatura, seja ela de outros setores industriais, seja da vital “indústria do turismo”. Não temos massa crítica para apresentar, pelo que, dificilmente aguentaremos a boa imagem do País se não atuarmos já.  O país está a preparar-se para os diversos desafios: o investimento tem aumentado; as exportações crescem de forma sustentada, embora haja aumento das importações;  a imagem do país moderno melhora todos os dias. Mas não conseguiremos aguentar este crescimento sem resolvermos rapidamente este problema estrutural da falta de pessoas para acrescentar valor às empresas.

Falar da “nova economia”, de start-ups e de Indústria 4.0 não chega. Falta a estrutura. E a estrutura essencial são as pessoas. Este facto é tanto mais preocupante se tivermos em conta que nos próximos 10/15 anos o mundo profissional vai mudar mais do que nos últimos 50 anos; se pensarmos que as mudanças tecnológicas se estão a dar a um ritmo alucinante; se verificarmos que os consumidores estão a mudar e a seguir tendências que terão implicações brutais nos produtos e serviços que deverão ser apresentados no mercado. Não há adaptação e resiliência que resista à falta de pessoas para acrescentar valor às empresas. Mesmo com a “robotização” das tarefas.

 

Fonte: ECO Economia Online (Gonçalo Lobo Xavier)

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Indústria campeã das exportações precisa de 20 mil trabalhadores

A indústria metalúrgica e metalomecânica, o setor mais exportador da economia portuguesa, com um crescimento de 40% das vendas ao exterior desde o início da década, precisa, no imediato, de 10 mil trabalhadores para continuar a crescer. Isto, porque as estimativas são de que, até ao final do ano, esse número duplique e sejam 20 mil os operários em falta. No total, as 15 mil empresas do setor dão emprego a 200 mil pessoas. No entanto, é necessário investimento na área da formação profissional, de modo a formar os profissionais necessários para alimentar este setor em constante expansão.

O setor da indústria metalúrgica e metalomecânica tem sido muito dinâmico na captação de investimento direto estrangeiro pelo que o número de trabalhadores em falta vai rapidamente duplicar, até pelo número muito significativo de novas empresas, sendo destas um grande número de empresas estrangeiras, que estão a abrir em Portugal, na zona do Alto Minho, mas não só.

Para já, o setor vai de vento em popa. As exportações cresceram 16% nos primeiros quatro meses do ano, números muito animadores e que permitem antecipar um novo recorde no final do ano, por uma margem significativa.

Mas nem só a mão-de-obra preocupa o setor, o financiamento também. Há muitas empresas de grande potencial e solidez prejudicadas na concessão de crédito, porque há uma dificuldade generalizada da banca portuguesa em compreender as PME, que têm de ser analisadas de acordo com a realidade que protagonizam e não pelas regras das grandes empresas.

Fonte: Jornal “Dinheiro Vivo”

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Indústria metalomecânica exportou mais de 14 mil milhões em 2016

De acordo com dados recolhidos pela AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, a indústria metalomecânica e metalúrgica portuguesa exportou, no ano passado, mais de 14 mil milhões de euros, pelo segundo ano consecutivo, sendo assim o sector industrial mais exportador da nossa economia.

A indústria portuguesa tem assim reforçado, ano após ano, a imagem de qualidade e inovação junto dos mercados de referência, com a França, seguido de Espanha e do Reino Unido, como os mercados de destino das exportações dentro da União Europeia que mais cresceram.

Este segmento do sector metalúrgico e metalomecânico nacional reforça-se, assim, como uma referência na Europa, dada a sua capacidade de engenharia, ‘time to market’ e excelente relação qualidade/preço.

 

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